15. Mesa do Imperador x Vista Chinesa

Trecho: Mesa do Imperador x Vista Chinesa

Parque onde o trecho está inserido: Parque Nacional da Tijuca

Resumo

Curto e com vistas deslumbrantes, ideal para iniciantes e famílias, este trecho conecta dois dos mirantes mais bonitos da cidade e da Trilha Transcarioca, no percurso que sobe e desce uma elevação de 800 m entre a Vista Chinesa e a Mesa do Imperador. No ponto mais alto da trilha, um mirante possibilita a vista do Morro Dois Irmãos de um lado e do maciço da Serra da Carioca do outro. Uma boa opção é aproveitar a estrutura da Mesa Redonda para um piquenique, na entrada/saída próxima da Mesa do Imperador. Vedete do trecho, a Vista Chinesa merece alguns minutos a mais para a contemplação da vista da Zona Sul da cidade, com o Cristo Redentor à esquerda, a Lagoa Rodrigo de Freitas no meio e o mar à direita. Em dias de céu azul, é possível ver as praias do litoral de Niterói, do outro lado da baía de Guanabara.

Orientação

1,6 km

40 min.

Escalaminhada: Não há

Sentido
Mesa do Imperador x Vista Chinesa

Sentido
Vista Chinesa x Mesa do Imperador

Informações técnicas

Dificuldade
Moderado

Risco
Baixa

Sol
Baixa

Orientação
Fácil

Sinalização
Boa

Hidratação
Não há

Atrações

Mirante

Fauna/Flora

Conservação
Excelente

Mapa do Trecho

Mapa Interativo

Como Chegar

Este trecho pode ser alcançado a partir da Mesa do Imperador, seguindo a Estrada das Paineiras. Para quem vem da Floresta da Tijuca, é a continuidade natural da trilha. O ponto final na Vista Chinesa pode ser alcançado por veículo próprio. Recomenda-se planejar o resgate no final do percurso.

Entrada da Trilha

Mesa do Imperador

Street View - Entrada da Trilha
Saída da Trilha

Vista Chinesa

Street View - Saída da Trilha

Descrição do Percurso

Sentido Oeste x Leste/ Barra de Guaratiba x Pão de Açúcar
Para quem inicia esse trecho vindo da Mesa do Imperador, é só prosseguir à direita, na pista de asfalto (100 m) até encontrar, logo a esquerda da estrada, a praça da Mesa Redonda. Agora é só entrar pela trilha orientando-se pelas pegadas amarelas/ base preta e caminhar em aclive por cerca de (800 m) até o alto da trilha. Desse ponto, é só continuar na trilha principal e "tocar" pra baixo por mais (800 m) e logo estará na escada de madeira chegando no asfalto, a cinquenta metros da Vista Chinesa.

Para quem vem no sentido inverso, da Vista Chinesa para a Mesa do Imperador é só se orientar pelas pegadas pretas/base amarela e fazer o caminho de subida inverso, que em pouco mais de trinta minutos estará chegando na Mesa do Imperador.

Atrações

Por ser curto (1,6 km), esse trecho tem apenas alguns pequenos mirantes onde é possível avistar a zona sul e a zona norte da cidade. Suas principais atrações encontram-se em suas extremidades de entrada e saída: Mesa do Imperador e Vista Chinesa.

Comércio/Hospedagem

No momento não há nenhuma parceria entre a Trilha Transcarioca e o comércio local.

Nesse trecho é possível encontrar aos finais de semana um quiosque com água, refrigerantes, isotônicos e barrinhas de cereais junto ao platô da escada, bem próximo à Vista Chinesa. O quiosque é mantido por um casal que atende aos vários atletas que frequentam a pista da Vista Chinesa para prática de esportes aos finais de semana.

Pontos de Água

Não há pontos de água no trecho.

Fotos

Fatos Históricos

As encostas da Vista Chinesa foram desmatadas com fins de agricultura no início do Século XIX. Experimentou-se ali a plantação de chá, com trabalhadores chineses trazidos de Macau, em 1812, pelo Conde de Linhares.

Era um sonho do Príncipe Regente, D. João, transformar o Brasil em grande produtor e exportador da erva asiática, então com valor de mercado aparentemente mais promissor do que o café. D. João chegou a acalentar a esperança de que o Rio um dia pudesse vir a ser o maior fornecedor mundial de chá para o mercado europeu. Foram então plantados naquela encosta do Parque cerca de seis mil pés de chá, colhidos em três safras anuais.

Ainda em 1822, a plantação ia de vento em popa, como podemos comprovar pelo famoso quadro de Rugendas, onde estão retratados chineses em plena faina de plantar.

O chá, todavia, não vingou. Alguns autores atribuem o fracasso à má qualidade da mão de obra proveniente da China, outros à pouca competitividade do produto face à já estabelecida produção asiática. Seja como for, por volta de 1828 o chá começou a dar sinais de esgotamento no Rio.

Nessa época, segundo relatou viajante europeu, "já existiam extensos cafezais, intercalados por numerosas laranjeiras, limoeiros e outros arbustos que parecem antes uma variedade das matas do que a mescla de terreno cultivado com terreno selvagem…". Desde 1844 um mapa da área registra uma edificação denominada "Casa dos Chinas".

Mais tarde, Pereira Passos, que entraria para a História como o maior Prefeito que o Rio de Janeiro já teve, se preocupou especialmente com a Floresta. Ele, que tinha ligação com o futuro Parque da Tijuca desde 1884, quando foi responsável pelas obras da estrada de ferro do Corcovado, agora concentrava-se em embelezar: restaurou a Mesa do Imperador dando-lhe sua forma atual e levantou o pagode que até hoje adorna o Mirante da Vista Chinesa, com projeto do arquiteto Luis Rey, em argamassa copiando bambu.

Segundo o site wikirio.com.br, "Desde 1856 o Jardim Botânico estava ligado ao Alto de Boa Vista por uma estrada carroçável, aberta por influência do Barão do Bom Retiro e cuja execução e manutenção foi contratada a Thomas Cochrane. Essa região apresenta uma assombrosa coincidência de presença chinesa, iniciada com a vinda dos plantadores do chá de D. João VI. Depois do fracasso dessa lavoura, segundo Brasil Gerson, os chineses se teriam espalhado pelas fraldas da Tijuca".

Adotante

Joel Miguel Camilo