13. Centro de Visitantes x Portão da Floresta
Trecho: Centro de Visitantes x Portão da Floresta
Parque onde o trecho está inserido: Parque Nacional da Tijuca
Resumo
Prepare-se para um passeio de cultura e história em meio à natureza, no coração da Floresta da Tijuca, perfeito para um programa em família. Nele os visitantes passam pela Capela Mayrink (1850), um dos ícones do parque, e também pelo Alto do Cruzeiro, um altar construído em pedra por escravos que haviam sido proibidos de orar no templo religioso tradicional. Confira a vista do mirante suspenso para o Museu do Açude, uma boa opção de programa cultural e também gratuito. Já o mirante da Cascatinha é surpreendente, com a beleza de sua queda d'água, com vista para a Pedra do Conde, Tijuca Mirim e para a Cascatinha Taunay.
Orientação
4,6 km
3 h
Escalaminhada: Não há
Sentido
Centro de Visitantes x Portão da Floresta
Sentido
Portão da Floresta x Centro de Visitantes
Informações técnicas
Dificuldade
Moderado
Risco
Baixa
Sol
Baixa
Orientação
Fácil
Sinalização
Boa
Hidratação
Sim
Atrações
Mirante
Cachoeira
Conservação
Excelente
Fauna/Flora
Ruínas
Mapa do Trecho
Mapa Interativo
Descrição do Percurso
Sentido Oeste/Barra de Guaratiba x Leste/Morro da Urca
Quem inicia este trecho vindo da Ponte Pênsil se orientando pelas pegadas amarelas/base preta, terá a sua frente o asfalto. Seguindo em frente terá logo a sua esquerda uma trilha descendo que irá passar por uma área de recreação do Parque (Meu Recanto). Entre a esquerda na ponte e atravesse o asfalto em direção ao Centro de Visitantes. Continue a caminhada beirando o rio e depois vire a direita na ponte e logo chegará na Capela Mayrink (400 m). Depois siga o asfalto e logo entrará na trilha logo a sua esquerda. Deste ponto vamos subir até a primeira bifurcação de saída (570 m). Continue na Trilha Principal por mais (160 m). Neste ponto temos a opção de encurtar o trecho seguindo a esquerda por mais (650 m) direto ao Mirante da Cascatinha ou pode seguir a direita mais (250 m) até o imperdível Alto do Cruzeiro, depois mais (600 m) até o emocionante Mirante Suspenso e completando mais (300 m) até o histórico Museu do Açude onde vale a pena a visita gratuita.
Do Museu continuamos pela Trilha Principal sempre se orientando pelas pegadas amarelas/base preta até uma bifurcação (900 m) que devemos entrar a direita e seguir mais (450 m) até o Mirante da Cascatinha. Deste ponto avistamos a exuberância da Mata Atlântica, Pedra do Conde e Tijuca Mirim, além é claro da Cascatinha Taunay mais abaixo. Agora é só voltar poucos metros à Trilha Principal e caminhar mais (700 m) em declive até a bifurcação de saída para a Cascatinha Taunay (200 m) ou continuar saindo em direção ao Portão da Floresta da Tijuca (300 m) de onde pode conseguir uma condução para casa.
Sentido Leste/Morro da Urca x Oeste/Barra de Guaratiba
Para quem inicia este trecho pelo Portão da Floresta da Tijuca no sentido Leste/Morro da Urca x Oeste/Barra de Guaratiba, é só se orientar pelas pegadas pretas/base amarela e entrar a esquerda na trilha logo após o portão da Floresta da Tijuca. Deste ponto é só percorrer o trajeto descrito acima no sentido inverso. Logo terá pela frente o Mirante da Cascatinha e depois seguir pelo Circuito do Museu do Açude e Mirante Suspenso até chegar na Capela Mayrink e Centro de Visitantes do Parque.
Como Chegar
Para quem já vem caminhando pela Trilha Principal vindo da ponte Pênsil no sentido Oeste x Leste, é só continuar na Trilha Principal com pegadas amarelas/base preta na direção do Centro de Visitantes.
Na outra direção, sentido Leste/Morro da Urca x Oeste/Barra de Guaratiba, seguir pela Trilha Principal para quem vem entrando no Parque vindo do Morro do Queimado, pode-se acessar a partir da trilha dos Estudantes logo a esquerda de quem passa pelo portão de entrada principal do Parque na Praça Afonso Viseu no Alto da Boa Vista. É só passar pelo portão e logo em seguida entrar a esquerda pela trilha dos estudantes se orientando pelas pegadas pretas/base amarela. Deste ponto em diante é só seguir a sinalização.
Street View
Infográfico
Atrações
Centro de Visitantes, Capela Mayrink, parquinho de crianças e área para piquenique, Alto do Cruzeiro, Trilha do Leopoldo e trilha do Matheus, Cascatinha Taunay, Mirante da Cascatinha, Museu do Açude, Mirante Suspenso, Praça Afonso Viseu.
Comércio/Hospedagem
O Bar Boa Vista, mais conhecido como Bar da Pracinha, está localizado na Pracinha do Alto da Boa Vista (Praça Afonso Viseu). Com um menu bem variado, o carro chefe da casa são os pratos com filé mignon, além disso, opções como a tradicional feijoada oferecida aos sábados, domingos e feriados. Apostando também no exótico e na alimentação saudável a carne de avestruz chegou ao cardápio com duas opções de pratos. No inverno, com a temperatura mais baixa, o frio na região é intenso, portanto, a casa possui lareiras, aquecedores e distribui ponchos para os frequentadores. Localizado na Praça Afonso Viseu, o restaurante é único da cidade que fica dentro de uma praça, onde as crianças podem brincar e se divertir durante as refeições ou o chopp dos pais, sem que eles se preocupem.
No momento não há nenhuma parceria entre a Trilha Transcarioca e o comércio local.
Pontos de Água
No trajeto há ponto de água e banheiros no Centro de Visitante. Também há na Cascatinha Taunay e o bar da pracinha próximo ao Portão da Floresta da Tijuca. Nos finais de semana também funciona um quiosque simples de alimentação na entrada junto ao Portão.
Fotos
Fatos Históricos
Capela Mayrink: A Capela Mayrink foi construída em 1850 pelo Visconde Antônio Alves Souto e posteriormente vendida para o Barão de Mesquita tendo como padroeira N.S. do Carmo. A cor rosa simbolizava o status da família na época dos Barões do café. Posteriormente vendida ao Conselheiro Francisco de Paula Mayrink, quando passou a ser conhecida pelo nome de Capela Mayrink. N. Sra. da Imaculada Conceição é até hoje sua padroeira, representando a fé e caridade, logo na entrada. A capela chegou a ter obras originais de Cândido Portinari, que depois de serem roubadas, foram recuperadas e doadas para o Museu Nacional de Belas Artes. Até hoje, réplicas dos originais estão em destaque no altar da capela.
Trilha do Leopoldo e Trilha do Matheus: Cinco escravos, Eleutério, Leopoldo, Manoel, Matheus e Maria, participaram no processo de reflorestamento da Floresta da Tijuca. Dois deles tiveram trilhas batizadas em sua homenagem.
Alto do Cruzeiro: Em 1850 os escravos foram proibidos de participar das missas realizadas na Capela Mayrink pelos nobres fazendeiros, com isso eles construíram seu próprio altar, o Alto do Cruzeiro, onde até hoje existe a mesa onde eram colocadas as velas.
Museu do Açude: O Museu do Açude foi criado em 1964 pelo seu patrono, o industrial Raymundo Ottoni de Castro Maya, proprietário da Gordura de Coco Carioca. Homem de diversos predicados, Castro Maya era um colecionador de relevante importância para a arte brasileira, além de amante da natureza. Em 1943, coordenou os trabalhos de reforma e urbanização da Floresta da Tijuca. No início dos anos 90, a partir da ECO92, o curador Márcio Doctors é convidado pelo então diretor, Carlos Martins, para conceituar um projeto que relacionasse arte contemporânea e natureza, criando em 1994, uma exposição de instalações temporárias, que se relacionava com a Floresta da Tijuca, tombada pelo Patrimônio histórico e artístico nacional (IPHAN) desde 1966. Em 1999, Márcio Doctors idealiza a criação do Espaço de instalações permanentes, criando um acervo de arte contemporânea para o Museu do Açude, onde ele reconfigura a antiga ideia burguesa de jardim de esculturas em Espaço de instalações permanentes. Projeto pioneiro no Brasil e premiado em 2004 pelo Governo do Rio de Janeiro, com o prêmio Estácio de Sá, pela sua excelência e relevância para a história da arte brasileira.
Morro do Visconde (Mirante da Cascatinha): O Visconde Alfred Escragnolle Taunay foi herdeiro do Sítio do Taunay. Seu pai morou por muitos anos no sítio onde construiu uma casa onde hoje tem um quadrilátero no meio do estacionamento da Cascatinha. Seu pai se chamava Félix Taunay, o Barão de Taunay, que herdou a casa de Nicolas Antoine Taunay, o famoso pintor que veio ao Brasil junto com a Missão Artística Francesa de 1818 onde eternizou a imagem da cascata através de sua pintura.
Grupo Adotante
Afonso da Silva
Telefone: (21)99805-4866




















